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Mercado de TI demanda mais profissionais com visão de negócios

O mercado de Tecnologia da Informação está aquecido. Uma análise realizada pela Desix, empresa especializada em seleção e retenção de profissionais de TI, aponta que os perfis mais procurados são os de Arquitetos SOA e de Mobilidade, Gerente de Segurança da Informação e Gerente de Projetos com vivência em projetos internacionais. “Estas áreas são requisitadas principalmente por empresas de grande porte, que precisam de profissionais de TI com visão de negócios e especificidades técnicas, uma exigência cada vez maior no ambiente corporativo”, afirma Sueli Pereira, Gerente de Desenvolvimento Humano da Desix.

Profissionais com estas características são demandas atuais no cenário mercadológico e tendem a estar no ranking como os mais solicitados nos próximos anos. Dados divulgados recentemente pelo IDC mostram que o setor de tecnologia da informação no Brasil deve crescer em torno de 13% em 2011 e atingir uma receita de U$$ 39,1 bilhões. “Outro fator a ser considerado diz respeito às constantes fusões e necessidades de integrações de sistemas e processos. Assim, quem tiver conhecimento de TI com foco em negócios, serviços de mobilidade e integração será valorizado no mercado”, declara a executiva.

Estes profissionais estão em falta, devido às exigências e a necessidade de certificações. “Para quem deseja ingressar nestas áreas é importante ter experiência em grandes empresas, ampliar o ângulo de visão e estar voltado a novos aprendizados, deixar a tecnologia como ‘pano de fundo’ de seus trabalhos e somar interesses em gestão de pessoas, processos e negócios”, ressalta Sueli, que ainda acrescenta que “com os conhecimentos alinhados, é possível garantir posições mais estratégicas dentro das empresas”.

Para auxiliar as companhias na contratação de profissionais com os perfis de acordo com suas necessidades e ajudar quem está na busca de novas oportunidades, a Desix atua na seleção e retenção de talentos de TI, proporcionando a união das expectativas dos profissionais às das organizações.

De acordo com a Desix, os principais requisitos para os profissionais mencionados são:

- Arquiteto SOA: responsável por garantir as melhores práticas em serviços de negócios, para reduzir o esforço e custo de TI na construção e manutenção de soluções. Manter o funcionamento das ferramentas e métodos de apoio ao processo de modelagem de serviços (SOA), além de criar e manter o catálogo de serviços de negócio corporativos, visando garantir que as políticas e métodos para a implantação de soluções de TI sejam seguidos. Necessário conhecimento profundo em soluções SOA (Ferramentas Oracle: OSB, BPM, BPEL e BAM) e visão das diversas tecnologias (Java, Oracle, Integração, Weblogic, SAP, BI, client-server, sistemas distribuídos baseados em internet, metodologias de desenvolvimento, controle de qualidade e práticas de performance).

- Arquiteto de mobilidade: responsável por fornecer, com qualidade e eficiência em custos, as diretrizes para a criação, o gerenciamento e a aplicação de padrões e políticas de TI a serem seguidos, visando manter o nível de serviço das operações de TI e assegurando a integração das tecnologias de mobilidade. Necessária expertise em Integração de aplicações corporativas com dispositivos móveis Apple IOS, Symbian, Windows Mobile, Blackberry e Android.

- Gerente de Segurança da Informação: está focado na atuação em áreas de negócio com análise de riscos de segurança da informação, envolvendo tecnologias, processos e recursos humanos, definindo e disseminando soluções condizentes com a necessidade do negócio. Necessário conhecimento dos Padrões e Normativas ISO/IEC 27001, 27002, 27005, ISO Guide 73, Nist 800-30, Sarbanes Oxley (SOX), Cobit e ITIL.

- Gerentes de Projetos: liderar projetos de implementação de sistemas de grande porte desde a concepção da ideia até o seu encerramento com o objetivo de entregar os benefícios prometidos no prazo e custo planejados. As principais responsabilidades desse papel são conduzir editais de contratação de fornecedores, liderar o desenho da solução a ser implementada e gerenciar cronograma, escopo, pendências, riscos e pessoas (usuários, fornecedores e áreas internas de TI). A abrangência de atuação depende do porte da empresa e de ligações com matrizes estrangeiras. Exigida a Certificação PMP.

Os valores salariais das áreas variam de acordo com a localização geográfica, porte da empresa e ramo de atividades. As empresas têm exigido, no mínimo, a formação completa do 3º grau, com comprovação por meio de diploma e fluência nos idiomas inglês e espanhol.

[IT Careers]


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Geração Y demanda feedback constante dos gestores

Os gestores de recursos humanos têm enfrentado o desafio cotidiano de suprir as demandas dos exigentes profissionais da “Geração Y” – pessoas com idades entre 20 e 29 anos e que estão em um contínuo processo de ascensão no ambiente corporativo brasileiro. Formada na era da web, a geração do milênio tem uma relação diferente com a hierarquia, horários e produtividade. Para os jovens profissionais, é preferível vestir a própria camisa à da empresa. O feedback constante dos gestores é apontado pelos Ys como um dos fatores essenciais para permanecer nas organizações. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Convivência no mercado de trabalho, módulo qualitativo do estudo “Geração Y”, conduzido pela Bridge Research.

Segundo Renato Trindade, presidente da Bridge Research e coordenador da pesquisa, enquanto os profissionais da “Geração X” desenvolvem a carreira em degrau, os Ys associam a ascensão profissional ao ato de subir uma ladeira. “Ao mesmo tempo em que pede esse constante retorno do chefe, o jovem profissional se esquiva das responsabilidades formais do mundo corporativo; acha que não é uma peça ativa da sociedade e delega a solução de problemas para as demais gerações”, analisa. De acordo com o executivo, independente da classe social, os Ys trocam de emprego com facilidade. “O Y de uma classe social mais abastada, quando enxerga uma oportunidade de ir morar no exterior, não tem problema em abandonar uma carreira promissora. O que possui menos dinheiro, pode migrar de um emprego para outro somente motivado por uma remuneração maior”, afirma.

Embora pareça utópico, os jovens profissionais ainda sonham com a criação de uma carreira estável e financeiramente segura – o que implica em fazer cursos no exterior, ser promovido. Mas, para isso, não estão dispostos a abrir mão do desejo de constituir uma família. Para os homens, uma carreira estável está além de um alto cargo em uma grande empresa. “Muitos perseguem o sonho de montar o próprio negócio, um projeto capaz de prover crescimento profissional e financeiro”, afirma o executivo.

A “Geração Y” valoriza uma relação com o trabalho que a deixe ativa e feliz, mas uma análise apurada revela que esse sentimento não é o propósito principal – esses profissionais almejam o crescimento financeiro rápido. “Ter dinheiro é sinônimo de status e reconhecimento; essa é a principal mola propulsora dessa geração”, analisa Trindade, acrescentando que para o Y, dinheiro e estabilidade estão associados ao resultado do sucesso profissional, além de funcionarem como mecanismos para a obtenção de prazer.

Para os Ys das classes A e B, tecnologia e relacionamentos são as melhores formas para se buscar um emprego (internet, indicação de pais de amigos e redes sociais); entre os jovens da classe C, os meios tradicionais e os inovadores convivem na hora de buscar oportunidades profissionais (internet, agência de emprego e envio de currículo). Embora Ys de todas as classes sociais sejam mais modernos na busca por empregos, não são assertivos na definição do plano de carreira.

Angústias profissionais da Y e influenciadores
Quando o tema versa sobre angústias profissionais, a geração Y mostra que o gatilho está na necessidade de saber qual será o próximo passo a ser dado. A questão “como acertar sempre?” está sempre presente, especialmente porque as mulheres dessa geração baseiam suas escolhas no acaso – não necessariamente nos dados mais adequados para atingir metas. “O mundo maduro ainda apresenta mistérios para o bem informado profissional Y”, analisa Trindade.

Quem são as pessoas que mais influenciam, no ambiente corporativo, os Ys? Na prática, são aquelas que oferecem um modelo a ser seguido, embora não haja uma relação de troca. “Pode ser um executivo de uma grande corporação mundial ou um estadista – Steve Jobs ou Bill Clinton, por exemplo”, detalha Trindade. Na percepção das mulheres, embora busquem reconhecimento profissional, é comum que esse mentor seja um homem mais velho, assertivo e experiente.

Pesquisas sobre a Geração Y integram o trabalho permanente da Bridge Research, de estudar o comportamento das pessoas e as diferenças entre as diversas gerações frente à evolução do mercado consumidor. “É importante estar atento à evolução das diferentes gerações tecnológicas, qual o seu ponto de ruptura e como se movimentam os early adopters de novas tecnologias”, destaca Trindade.

Social networking é outra área que está no radar da Bridge Research, envolvendo a Web 2.0 com os seus blogs, fotologs, wikis, twitter e o que reúne o Consumer-Generated Media, ou a informação criada e divulgada pelos próprios consumidores, com análises de impacto, imagem, credibilidade etc. “Para analisar, é essencial diferenciar essas novas tecnologias. Entre as redes sociais, por exemplo, é preciso especificar bem o que são redes de relacionamento como Orkut e MySpace, e como interagem com os sistemas de mensagens instantâneas como MSN e Messenger, uma vez que estamos falando de duas redes com finalidades distintas”, diz Trindade.

[CD]

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