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Governo derruba imposto sobre tablets no Brasil

O Brasil passou a considerar que o tablet é nada mais do que um computador pessoal. Isso servirá para que o aparelho seja enquadrado na chamada “Lei do Bem” (11.196/95), garantindo redução em 31% dos impostos, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A presidente Dilma Rousseff assinou, na última sexta-feira, 20, a medida provisória 534, que foi publicada hoje no Diário Oficial da União e classifica os gadgets como “máquinas automáticas de processamento de dados, portáteis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 142 cm²”.

“O custo do tablet no Brasil será igual ao custo lá fora. De modo que a medida]torna o Brasil atraente para a fabricação”, afirmou o ministro. “Como temos um grande mercado, é conveniente que as empresas se instalem aqui. Dessa maneira, vamos incentivar que novas venham e as que estão aqui façam o produto no Brasil.”

Com base na “Lei do Bem”, os aparelhos agora terão isenção total de PIS e Cofins, além de desconto de 80% na alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

A Folha de S.Paulo destaca que a Receita não queria classificar os aparelhos como computadores justificando que falta a eles um teclado físico, uma desculpa para proteger a indústria nacional, pois os tablets eram todos importados.

Pelo menos 12 empresas já se cadastraram no Ministério de Ciência e Tecnologia para produzir tablets por aqui. E agora o governo precisa concluir o Processo Produtivo Básico (PPB), cujo anteprojeto foi fechado na sexta-feira. O PPB define qual será o porcentual de componentes brasileiros exigidos para que os aparelhos recebam os incentivos.

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Fale hoje com seus filhos sobre privacidade e segurança nas redes sociais!

Eugene Kaspersky

Nada de assuntos de segurança para geeks neste artigo. Nenhum dado técnico sobre fraudes via redes sociais, worms no Twitter, aplicativos maliciosos no Facebook ou coisa do tipo. Você pode obter essas informações aonde e quando quiser.

Quero falar sobre algo muito mais importante: a segurança dos nossos filhos nas redes sociais.

No mês de abril, meu filho, Ivan Kaspersky, foi sequestrado. Tudo acabou bem, os agressores foram presos e ninguém ficou machucado. A investigação revelou que os sequestradores estavam utilizando as redes sociais para identificar, analisar e rastrear as informações pessoais das vítimas e suas rotinas. Os dados também eram usados para planejar o crime. Nesse momento, só existem especulações sobre os motivos que levaram o grupo a monitorar o Ivan.

Pessoalmente, acredito que foi a disponibilidade excessiva de suas informações privadas na popular rede social da Rússia, a VKontakte (similar ao Facebook com mais de 100 milhões de usuários), permitindo que os criminosos conseguissem rastrear seus movimentos, monitorar as publicações recentes e ponderar o nível de segurança particular dele.

Assumo minha parte da culpa neste momento: errei ao não ter ensinado Ivan as melhores práticas para expor seus dados pessoais na internet; e quero evitar que ocorra o mesmo com outros pais, pedindo que todos ajam agora para proteger seus filhos.

As redes sociais criaram um novo patamar de comunicação e exposição pessoal. Nelas, as pessoas podem ser totalmente abertas, sentindo-se livres para compartilhar pensamentos e incluir amigos em suas vidas. Não vejo nada de mal nisso e também acredito que essa abordagem revela o comportamento e a comunicação do futuro. Por outro lado, além da grande variedade de ameaças virtuais, o contraponto das redes sociais é o risco à segurança física.

A Insidefacebook.com diz que 46,4% dos usuários do Facebook têm menos de 25 anos e 20,6% têm menos de 17. Os jovens e adolescentes costumam estar muito ligados às suas redes de contatos e raramente consideram as consequências de compartilhar mais do que o necessário. A “corrida de amigos” e o uso inadequado das configurações de privacidade contribuem para que as nossas informações particulares possam acabar nas mãos de pessoas mal intencionadas. O OnGuard Online revela que 22% de jovens entre 16 e 24 anos não conhecem as pessoas com as quais compartilham informações em redes sociais.

Sequestradores ou predadores sexuais são apenas duas das possíveis ameaças online existentes. As pessoas devem saber que, depois de postar alguma informação na internet, ela ficará registrada. Futuramente, nossos filhos poderão se arrepender do modo que as atividades nas redes sociais são feitos hoje em dia. Isso pode influenciar em suas carreiras, status social, relacionamentos e criar um terreno fértil para cobranças futuras.

Acredito que devemos agir em duas frentes:

Primeiramente, as redes sociais devem introduzir recursos baseados na idade do usuário para minimizar os riscos associados à exposição desenfreada de dados pessoais como, por exemplo, perfis de usuários com funcionalidades limitadas, moderação de conteúdo prévia (ou posterior) pelos pais e configurações específicas de visualização e de privacidade (especialmente para serviços de geolocalização). Eu gosto da idéia de criar o perfil de uma criança como conta secundária das contas dos pais. Como alternativa, os pais podem usar recursos de controle oferecidos em softwares de segurança para aprovar e permitir acesso a perfis monitorados.

Em segundo lugar, devemos investir em medidas educacionais para conscientizar as crianças das ameaças em redes sociais e as melhores práticas no mundo social online. Para pais em busca de mais informações, recomendo “Dicas de Segurança para Jovens e Adultos” do OnGuardOnline. Em paralelo, a prevenção e a segurança em redes sociais devem ser ensinadas no ensino médio.

Na Kaspersky Lab organizamos sessões de treinamento frequentes para adolescentes e jovens e trabalhamos ativamente para incluir aulas de segurança de dados em programas escolares. Administramos um programa sem fins lucrativos chamado de Academia Kaspersky, fundado anos atrás como parte da nossa missão corporativa e que, aos poucos, se expandiu mundo afora. Este serviço está disponível para qualquer escola ou universidade interessada. Também participamos de iniciativas públicas para educar gerações mais novas dos perigos da internet – como o Dia para uma Internet Mais Segura, no Reino Unido.

Alguns podem acreditar que a primeira medida é rígida demais e a segunda não vai funcionar. Eu tenho uma forte sensação de déjà vu dos meados dos anos 90, quando muitas pessoas se recusaram a usar programa de antivírus, porque atrasavam outras operações.

A segurança e a usabilidade sempre fazem parte de uma solução bem equilibrada. A abordagem do “tudo é permitido” pode e deve ter resultados indesejados. O controle absoluto não é uma opção, assim como devemos respeitar a privacidade dos nossos filhos e incentivar suas opiniões pessoais. Cada família deve encontrar seu próprio equilíbrio para a questão, pois não vejo uma solução que sirva para todos. Por exemplo, estimule seus filhos a participarem de jogo de privacidade e orgulhe-se em proteger o presente e futuro deles.

Querendo ou não, as redes sociais não vão desaparecer – elas vieram para ficar. Devemos agir de acordo com a realidade delas – uma moeda de dois lados. Devemos aproveitar seus benefícios sem esquecer as ameaças que elas podem oferecer. Acredito que é nossa responsabilidade agir imediatamente para minimizar os riscos das redes sociais para nossos filhos e evitar que algo irreparável aconteça.

A prevenção é melhor que a cura. Fale hoje com seus filhos sobre a privacidade e segurança em redes sociais!

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Facebook planta notícias negativas sobre o Google

Companhia assumiu ter contratado a empresa de comunicação Burson-Martseller para enviar notas falando sobre invasão de privacidade

O Facebook teria contratado a Burson-Marsteller, empresa de comunicação multinacional, para plantar notícias negativas sobre Google nos jornais dos Estados Unidos, que instigavam os repórteres a investigar boatos de que a gigante de busca estaria invadindo a privacidade de seus usuários por meio do serviço Social Circle. As informações são do site The Daily Beast.

O mistério sobre quem andava divulgando essas notícias foi revelado por jornalistas que receberam propostas dos relações públicas da empresa para escreverem materiais que condenassem a prática do Google. Segundo o site The Daily Beast, muitos apontavam para a Apple e para a Microsoft.

Dan Lyons, jornalista que publicou a notícia no site, disse que um representante do Facebook confirmou as evidências e ainda revelou as duas razões que levaram a companhia a contratar a Burson.

A primeira é porque o Facebook realmente acredita que o Google faz algo errado com algumas informações nas redes sociais o que aumenta as preocupações com a privacidade. E a segunda é que a companhia de Mark Zuckerberg ainda se recente das tentativas do Google em usar dados do Facebook no seu próprio serviço de redes sociais.

[IT Web]

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Fale hoje com seus filhos sobre privacidade e segurança nas redes sociais!

Eugene Kaspersky

Nada de assuntos de segurança para geeks neste artigo. Nenhum dado técnico sobre fraudes via redes sociais, worms no Twitter, aplicativos maliciosos no Facebook ou coisa do tipo. Você pode obter essas informações aonde e quando quiser.

Quero falar sobre algo muito mais importante: a segurança dos nossos filhos nas redes sociais.

No mês de abril, meu filho, Ivan Kaspersky, foi sequestrado. Tudo acabou bem, os agressores foram presos e ninguém ficou machucado. A investigação revelou que os sequestradores estavam utilizando as redes sociais para identificar, analisar e rastrear as informações pessoais das vítimas e suas rotinas. Os dados também eram usados para planejar o crime. Nesse momento, só existem especulações sobre os motivos que levaram o grupo a monitorar o Ivan.

Pessoalmente, acredito que foi a disponibilidade excessiva de suas informações privadas na popular rede social da Rússia, a VKontakte (similar ao Facebook com mais de 100 milhões de usuários), permitindo que os criminosos conseguissem rastrear seus movimentos, monitorar as publicações recentes e ponderar o nível de segurança particular dele.

Assumo minha parte da culpa neste momento: errei ao não ter ensinado Ivan as melhores práticas para expor seus dados pessoais na internet; e quero evitar que ocorra o mesmo com outros pais, pedindo que todos ajam agora para proteger seus filhos.

As redes sociais criaram um novo patamar de comunicação e exposição pessoal. Nelas, as pessoas podem ser totalmente abertas, sentindo-se livres para compartilhar pensamentos e incluir amigos em suas vidas. Não vejo nada de mal nisso e também acredito que essa abordagem revela o comportamento e a comunicação do futuro. Por outro lado, além da grande variedade de ameaças virtuais, o contraponto das redes sociais é o risco à segurança física.

A Insidefacebook.com diz que 46,4% dos usuários do Facebook têm menos de 25 anos e 20,6% têm menos de 17. Os jovens e adolescentes costumam estar muito ligados às suas redes de contatos e raramente consideram as consequências de compartilhar mais do que o necessário. A “corrida de amigos” e o uso inadequado das configurações de privacidade contribuem para que as nossas informações particulares possam acabar nas mãos de pessoas mal intencionadas. O OnGuard Online revela que 22% de jovens entre 16 e 24 anos não conhecem as pessoas com as quais compartilham informações em redes sociais.

Sequestradores ou predadores sexuais são apenas duas das possíveis ameaças online existentes. As pessoas devem saber que, depois de postar alguma informação na internet, ela ficará registrada. Futuramente, nossos filhos poderão se arrepender do modo que as atividades nas redes sociais são feitos hoje em dia. Isso pode influenciar em suas carreiras, status social, relacionamentos e criar um terreno fértil para cobranças futuras.

Acredito que devemos agir em duas frentes:

Primeiramente, as redes sociais devem introduzir recursos baseados na idade do usuário para minimizar os riscos associados à exposição desenfreada de dados pessoais como, por exemplo, perfis de usuários com funcionalidades limitadas, moderação de conteúdo prévia (ou posterior) pelos pais e configurações específicas de visualização e de privacidade (especialmente para serviços de geolocalização). Eu gosto da idéia de criar o perfil de uma criança como conta secundária das contas dos pais. Como alternativa, os pais podem usar recursos de controle oferecidos em softwares de segurança para aprovar e permitir acesso a perfis monitorados.

Em segundo lugar, devemos investir em medidas educacionais para conscientizar as crianças das ameaças em redes sociais e as melhores práticas no mundo social online. Para pais em busca de mais informações, recomendo “Dicas de Segurança para Jovens e Adultos” do OnGuardOnline. Em paralelo, a prevenção e a segurança em redes sociais devem ser ensinadas no ensino médio.

Na Kaspersky Lab organizamos sessões de treinamento frequentes para adolescentes e jovens e trabalhamos ativamente para incluir aulas de segurança de dados em programas escolares. Administramos um programa sem fins lucrativos chamado de Academia Kaspersky, fundado anos atrás como parte da nossa missão corporativa e que, aos poucos, se expandiu mundo afora. Este serviço está disponível para qualquer escola ou universidade interessada. Também participamos de iniciativas públicas para educar gerações mais novas dos perigos da internet – como o Dia para uma Internet Mais Segura, no Reino Unido.

Alguns podem acreditar que a primeira medida é rígida demais e a segunda não vai funcionar. Eu tenho uma forte sensação de déjà vu dos meados dos anos 90, quando muitas pessoas se recusaram a usar programa de antivírus, porque atrasavam outras operações.

A segurança e a usabilidade sempre fazem parte de uma solução bem equilibrada. A abordagem do “tudo é permitido” pode e deve ter resultados indesejados. O controle absoluto não é uma opção, assim como devemos respeitar a privacidade dos nossos filhos e incentivar suas opiniões pessoais. Cada família deve encontrar seu próprio equilíbrio para a questão, pois não vejo uma solução que sirva para todos. Por exemplo, estimule seus filhos a participarem de jogo de privacidade e orgulhe-se em proteger o presente e futuro deles.

Querendo ou não, as redes sociais não vão desaparecer – elas vieram para ficar. Devemos agir de acordo com a realidade delas – uma moeda de dois lados. Devemos aproveitar seus benefícios sem esquecer as ameaças que elas podem oferecer. Acredito que é nossa responsabilidade agir imediatamente para minimizar os riscos das redes sociais para nossos filhos e evitar que algo irreparável aconteça.

A prevenção é melhor que a cura. Fale hoje com seus filhos sobre a privacidade e segurança em redes sociais!

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Facebook planta notícias negativas sobre o Google

Companhia assumiu ter contratado a empresa de comunicação Burson-Martseller para enviar notas falando sobre invasão de privacidade

O Facebook teria contratado a Burson-Marsteller, empresa de comunicação multinacional, para plantar notícias negativas sobre Google nos jornais dos Estados Unidos, que instigavam os repórteres a investigar boatos de que a gigante de busca estaria invadindo a privacidade de seus usuários por meio do serviço Social Circle. As informações são do site The Daily Beast.

O mistério sobre quem andava divulgando essas notícias foi revelado por jornalistas que receberam propostas dos relações públicas da empresa para escreverem materiais que condenassem a prática do Google. Segundo o site The Daily Beast, muitos apontavam para a Apple e para a Microsoft.

Dan Lyons, jornalista que publicou a notícia no site, disse que um representante do Facebook confirmou as evidências e ainda revelou as duas razões que levaram a companhia a contratar a Burson.

A primeira é porque o Facebook realmente acredita que o Google faz algo errado com algumas informações nas redes sociais o que aumenta as preocupações com a privacidade. E a segunda é que a companhia de Mark Zuckerberg ainda se recente das tentativas do Google em usar dados do Facebook no seu próprio serviço de redes sociais.

[IT Web]

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