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Mobilidade: Relatório da McAfee revela divergência entre as empresas e os usuários móveis

Conduta de risco e procedimentos de segurança ineficientes são rotina na segurança móvel, conforme apontado na pesquisa realizada para este relatório, a qual incluiu opiniões de usuários e empresas do Brasil

A McAfee divulgou ontem, 24, relatório global inédito sobre consumerização da Tecnologia da Informação (TI) e seu impacto sobre a segurança. Intitulado “Mobilidade e segurança: Oportunidades esplêndidas, desafios extremos” (Mobility and Security: Dazzling Opportunities, Profund Challenges), o estudo avalia a mobilidade sob dois pontos de vista: dos profissionais e especialistas da área TI nas empresas e pelo lado dos usuários finais de dispositivos móveis no local de trabalho.

Esse estudo realizado em parceria com a Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia nos Estados Unidos, aponta que, embora um número cada vez maior de consumidores utilize dispositivos móveis para atividades profissionais e pessoais, uma grande parcela desconhece a política da empresa em relação ao uso de dispositivos móveis.

“Os dispositivos já não são de uso apenas pessoal ou somente profissional. Eles são as duas coisas”, afirma Richard Power, membro honorário do CyLab da Universidade Carnegie Mellon, autor do relatório. “Os dispositivos são mais do que extensões da estrutura tecnológica; eles são extensões do usuário. A maneira como os usuários interagem com os dados pessoais reflete a forma como eles pensam que podem interagir com os dados corporativos.”

A dependência dos dispositivos móveis já é significativa e está se intensificando rapidamente. O estudo mostra que quase metade das empresas depende muito dos dispositivos móveis. Cerca de sete em cada dez empresas confiam mais nos dispositivos móveis do que confiavam 12 meses atrás. A TI está cada vez mais pessoal e as empresas operam agora em um ambiente móvel heterogêneo, no qual os BlackBerrys deixaram de ser o padrão. A pesquisa revelou que 63% dos dispositivos na rede corporativa também são utilizados para atividades pessoais.

Segundo o relatório, entre as principais preocupações de profissionais de TI e usuários finais estão a perda e o roubo dos aparelhos móveis; quatro em cada dez empresas tiveram dispositivos móveis perdidos ou roubados, sendo que metade desses dispositivos continha dados essenciais da empresa. Mais de um terço das perdas de dispositivos móveis afetou financeiramente as organizações e dois terços das empresas que sofreram perdas/roubos de dispositivos móveis reforçaram a segurança desses equipamentos após esses incidentes.

“Os dispositivos móveis são mais propensos a roubo ou perda, porém as conexões móveis podem permitir a mobilidade usando mecanismos de segurança com rastreamento do dispositivo. Um exemplo foi o mecanismo desenvolvido pela BlackBerry, que permite o bloqueio de um smartphone e o apagamento remoto dos dados do dispositivo”, comenta Eduardo Tude, fundador e CEO da Teleco, uma empresa de consultoria e importante portal brasileiro de informações sobre telecomunicações, sobre os novos desafios tecnológicos diante dessas preocupações com segurança dos dados.

A análise indica que a conduta de risco e os procedimentos de segurança ineficientes são comuns. Embora a necessidade de reduzir os riscos e as ameaças à segurança móvel seja conhecida, menos da metade dos usuários de dispositivos faz backup dos dados armazenados em dispositivos móveis com frequência superior a uma vez por semana. Aproximadamente metade dos usuários de dispositivos armazena senhas, códigos PIN ou informações de cartão de crédito em dispositivos móveis. Um em cada três usuários armazena informações confidenciais relacionadas ao trabalho em dispositivos móveis.

O estudo aponta ainda uma série divergência entre a política e a realidade, pois 95% das empresas têm políticas em vigor que tratam de dispositivos móveis, porém apenas um em cada três funcionários conhece bem as políticas corporativas de segurança móvel.

“A perda de dados continua sendo um grande problema para consumidores e empresas”, diz Todd Gebhart, vice-presidente executivo e gerente-geral da divisão de Consumidores, Mobilidade e Pequenas Empresas da McAfee. “Os consumidores precisam de ferramentas para proteger as informações pessoais, enquanto as empresas necessitam de uma maneira de proteger sua propriedade intelectual. É muito fácil deixar um dispositivo móvel em um táxi ou no aeroporto. Este estudo mostra que ainda há muito para ser feito em relação à conscientização de usuários finais e para implementar as ferramentas certas, garantindo assim a segurança móvel.”

Encomendado pela McAfee e conduzido pelo Cylab da Universidade Carnegie Mellon, o relatório “Mobilidade e segurança: Oportunidades esplêndidas, desafios extremos” contou com a participação de mais de 1.500 profissionais da área de TI e usuários finais, de 14 países.


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Chamadas de telefones fixos entre 560 municípios terão custo de ligação local

A partir de 28 de maio, usuários de telefones fixos de 39 regiões metropolitanas e três regiões integradas de desenvolvimento poderão realizar chamadas a custo de ligação local para municípios que apresentem continuidade geográfica e mesmo código de área nacional (“DDD”). A medida beneficiará, direta ou indiretamente, até 68 milhões de pessoas em todo o Brasil, em cerca de 560 municípios.

A mudança foi publicada pela Anatel em 21 de janeiro de 2011, com a revisão do Regulamento sobre Áreas Locais para o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). O novo Regulamento amplia os critérios de definição de áreas locais, que passa a abranger o conjunto de municípios pertencentes a uma região metropolitana ou região integrada de desenvolvimento (Ride) que tenham continuidade geográfica e pertençam a um mesmo código nacional de área (DDD).

O novo regulamento também estabelece que as novas situações que se enquadrem na definição de Áreas com Continuidade Urbana ou em decorrência de solicitação fundamentada por parte da concessionária de telefonia fixa na modalidade do serviço local, serão revistas anualmente. As revisões de configuração da área local resultante da criação ou da alteração de regiões metropolitanas ou de Rides ocorrerão junto com as revisões quinquenais dos Contratos de Concessão. Os valores de ligações entre fixos e móveis – e vice-versa – não sofrerão mudanças com as alterações de áreas locais.

As regiões metropolitanas contempladas no Regulamento são: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Baixada Santista (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Vale do Aço (MG), Rio de Janeiro (RJ), Grande Vitória (ES), Goiânia (GO), Vale do Rio Cuiabá (MT), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Agreste (AL), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Recife (PE), Natal (RN), Cariri (CE), Fortaleza (CE), Sudoeste Maranhense (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Capital (RR), Central (RR), Sul do Estado (RR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC), Vale do Itajaí (SC), Norte/Nordeste Catarinense (SC), Lages (SC), Carbonífera (SC), Tubarão (SC). Quanto às regiões de Foz do Rio Itajaí (SC), Grande São Luís (MA) e São Paulo (SP), todos os seus municípios já são considerados uma mesma área local. As Rides são Distrito Federal e Entorno (DF/GO/MG), Pólo Petrolina e Juazeiro (PE/BA) e Grande Teresina (PI/MA).


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